Maputo, 27 Out (AIM) – O Ministro da Educação e Cultura, Édson Macuácua, desafia as instituições de ensino superior a reforçarem a formação humanista dos estudantes, defendendo que a preparação académica deve ser acompanhada pelo desenvolvimento de valores como ética, integridade, humildade e respeito pela dignidade humana.
“Esperamos pessoas que tenham não apenas um nível superior de formação, mas um nível superior de humanismo, de ética, de integridade, de humildade, de simplicidade”, afirmou hoje, em Maputo, durante o diálogo universitário “Papo sem Filtros — Conversas Reais Hoje, Raízes Fortes Amanhã”.
Segundo Macuácua, a formação universitária não deve limitar-se à transmissão de conhecimentos técnicos, devendo igualmente preparar cidadãos capazes de agir com responsabilidade, respeitar o próximo e contribuir para a resolução dos problemas da sociedade sem comprometer os valores humanos.
O governante sublinhou que a dignidade humana deve orientar a actuação dos cidadãos, independentemente das circunstâncias ou dos objectivos que pretendam alcançar.
“A dignidade pessoal humana sempre tem que estar presente como uma base, como um fundamento e como limite da nossa actuação”, afirmou.
Macuácua destacou que a educação integral não constitui uma responsabilidade exclusiva das instituições de ensino, exigindo também o envolvimento das famílias, das associações e das comunidades na transmissão de princípios e valores às novas gerações.
Na sua intervenção, chamou igualmente a atenção para os desafios da sociedade digital, em que a circulação acelerada de informações nas redes sociais exige dos jovens maior capacidade de análise e discernimento.
Considerou preocupante a tendência de consumir e partilhar conteúdos sem verificar a sua veracidade, defendendo que a passagem de uma sociedade centrada na informação para outra baseada no conhecimento exige pensamento crítico, responsabilidade e capacidade de ponderação.
O ministro apontou ainda o diálogo e o respeito pelas diferenças como elementos fundamentais para a construção de uma convivência social harmoniosa e de uma cultura de paz.
Neste contexto, saudou a iniciativa da organização PAPO (Partilhando Amor Pelas Obras), considerando que as associações juvenis complementam o trabalho das escolas e universidades na formação integral dos jovens.
A intervenção teve lugar no âmbito do diálogo universitário “Papo sem Filtros — Conversas Reais Hoje, Raízes Fortes Amanhã”, dedicado à reflexão sobre os desafios que se colocam à formação e ao futuro da juventude.
(AIM)
SNN/pc
