Governador de Nampula, Salimo Abdula, recebe crianças e adolescente no seu gabinete de trabalho
Nampula, (Moçambique), 20 Mai (AIM) – O governador da província de Nampula, Eduardo Abdula, avisa que a busca por mau uso do dinheiro do Estado vai continuar para evitar prejudicar o provimento de acções de provimento de melhores condições aos sectores sociais, como a Educação.
O governante deixou a advertência durante um encontro mantido nesta segunda-feira, com perto de 30 crianças e adolescentes, na presença dos presidentes das oito autarquias da província de Nampula, durante o qual apresentaram as suas preocupações no que respeita aos seus direitos nas áreas de saúde, educação e bem-estar.
“Vamos trabalhar com a esperança de um Nampula livre de criminalidade, casamentos prematuros, de bandidagem e corrupção. Aliás, já começamos, neste momento estão presos oito funcionários da Educação do distrito de Mecubúri por roubo. Muitos mais vamos buscar, porque não iremos permitir que interrompam o crescimento saudável das nossas crianças. Vamos trabalhar de forma a combater, sem piedade, os corruptos e os corruptores aqui na nossa província”, especificou.
Eduardo Abdula fazia alusão a detenção recente, ordenada pelo Gabinete Provincial de Combate à Corrupção, de oito funcionários da Educação do distrito de Mecubúri, indiciados do desvio de fundos destinados sector, num valor acima de um milhão de meticais.
Em resposta às preocupações apresentadas pelos inopinados visitantes, Abdula, referiu que as mesmas foram tidas em consideração e, que, o seu governo, juntamente com as autarquias, irão trabalhar no sentido de resolvê-las.
“Ouvimos as vossas preocupações que vamos transformar numa matriz de actividades. Não queremos ver crianças na rua, no trabalho infantil, a sofrerem abusos e violações, onde encontrarmos actos dessa natureza, o governo de Nampula será implacável. Quereremos que as nossas crianças cresçam num ambiente limpo e de respeito”, anotou.
A província de Nampula, no norte, é a mais populosa, onde vive cerca de 20,5 por cento da população moçambicana.
Dados partilhados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância indicam que a província tem cerca de 3, 5 milhões de crianças, dos zero aos 17 anos, representando aproximadamente 20 por cento da população desta faixa etária em Moçambique.
Os indicadores da pobreza infantil multidimensional compilados pelo UNICEF mostram que 1,5 por cento de agregados familiares são chefiados por crianças dos 12 aos 17 anos e que 23,6 por cento, dos 7 aos 17 anos realiza trabalho infantil.
No que respeita a uniões prematuras as estatísticas do UNICEF relatam que 13,2 por cento da população infantil, entre os 12 e os 17 anos, já viveu esta situação.
(AIM)
Rosa Inguane/sg
