Foto (CNN Portugal): PR, Marcelo Rebelo de Sousa, com PM indigitado Luís Montenegro
Lisboa, 29 Mai (AIM) – O chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, indigitou esta quinta-feira (29) Luís Montenegro como primeiro-ministro (PM) de Portugal, depois de ouvidas as três maiores forças políticas, nomeadamente Partido Social-Democrata (PSD), Partido Socialista (PS) e Chega.
Esta informação é confirmada numa publicação no site da Presidência da República em que é sublinhado que “está assegurada a viabilização parlamentar do novo Executivo”.
“Atentos os resultados das eleições para a Assembleia da República, ouvidos os Partidos Políticos nela representados, nos termos constitucionais, e assegurada a viabilização parlamentar do novo Executivo, o Presidente da República indigitou hoje o Dr. Luís Montenegro como Primeiro-Ministro do XXV Governo Constitucional”, lê-se no site da Presidência da República.
A publicação acrescenta que “a nomeação e posse do Governo ocorrerão após a publicação dos resultados definitivos das eleições e a reunião constitutiva da nova legislatura da Assembleia da República”.
“Fui convidado para formar Governo”, disse Luís Montenegro à jornalistas à saída do Gabinete da Presidência da República, acrescentando que “vamos dar sequência à vontade do povo”.
Montenegro disse que o Governo “vai continuar trabalho do último ano e vamos reforçar sentimento de segurança”.
“Vamos formar Governo novo e muitos ministros (do anterior Executivo) transitam”, prometendo diálogo “com todas as forças”.
Questionado sobre prioridades do novo governo nos próximos dias, Luís Montenegro respondeu que “revisão Constitucional não é prioridade e não vamos alimentar discussão”, numa referência a proposta nesse sentido da Iniciativa Liberal (IL) e apoiada pelo Chega de André Ventura.
“Estamos absolutamente abertos para dialogar”, sublinhou Montenegro, adiantando que “não excluímos ninguém do diálogo e faremos todos os contactos necessários”.
Os portugueses foram às urnas no dia 18 de Maio corrente para eleições legislativas antecipadas.
Segundo resultados finais e definitivos divulgados esta quarta-feira (28) pela Secretaria-geral do Ministério da Administração Interna, na AR, a AD Coligação PSD/CDS-PP ficará com 91 deputados, Chega com 60, passando a liderança da oposição, e PS com 58 deputados.
O Parlamento português tem 230 deputados. Para além das três principais forças políticas, a AR integra ainda a Iniciativa Liberal (IL), em quarto lugar, Livre, na quinta posição, CDU, Bloco de Esquerda, PAN e Juntos Pelo Povo (JPP).
(AIM)
DM
