Trabalhos de sinalização horizontal na Estrada Nacional número sete (EN7), na província de Manica
Chimoio (Moçambique) 03 Set (AIM) – Os trabalhos de sinalização horizontal na Estrada Nacional número sete (EN7), na província de Manica, centro de Moçambique, estão a ser executados e já encontram-se numa fase considerada bastante avançada.
A EN7 é uma rodovia que liga a província de Manica, a partir do distrito de Vanduzi até com Tete (corredores de Tete), considerada importante para o desenvolvimento económico de Moçambique e outros países do interland como Malawi, Zâmbia Zimbabwe e na região austral da África.
As obras de sinalização da EN7 iniciaram em finais de Julho passado e estão a registar progresso no primeiro lote.
O delegado provincial da Administração Nacional de Estradas, em Manica, Moisés Dzimba explicou que o primeiro lote compreende um troço de 124 quilómetros, desde o chamado cruzamento de Tete, até a vila de Catandica, no distrito de Báruè, na província de Manica.
Deste troço, de acordo com Moisés Dzimba, 35 quilómetros é que apresentavam uma degradação acentuada e mereciam uma intervenção.
“A primeira fase foi de intervenções que consistiram no melhoramento da via em reciclagem do revestimento e da base existente, estabilização química com cimento e posterior revestimento superficial duplo” explicou Moisés Dzimba.
“Concluida essa fase começamos com a sinalização que, neste momento, já foi feita em 35 quilómetros. Pintamos a amarelo nas laterais e com branco no eixo principal central. Estamos a falar do meio para limitar as duas faixas de rodagem. Portanto, podemos considerar que os trabalhos estão numa fase bastante avançada”.
Disse que os trabalhos de sinalização incluem os 124 quilómetros da rodovia, partindo do cruzamento de Tete até a vila de Catandica. Depois desta fase, seguir-se-á a colocação de sinais verticais e a substituição dos que estiverem danificados.
Moisés Dzimba referiu que o melhoramento da rodovia e a colocação de sinalização vai permitir a circulação de pessoas e bens em melhores condições de segurança, evitando a ocorrência de acidentes e viação.
“Concluída esta fase de horizontais, será a reposição de todos os sinais danificados e a colocação outros adicionais em lugares que forem necessários. Queremos que a circulação de pessoas e bens seja feita em segurança nesta que é importante via de desenvolvimento para o nosso país e outras da África austral.”, sublinhou Moisés Dzimba.
Na ocasião, explicou que o lote 2 começa da vila de Catandica até Changara, na província de Tete. Neste troço serão reparados cerca de 100 quilómetros.
Para o lote 2, as obras também incluem o melhoramento da via em reciclagem do revestimento e da base existente, estabilização química com cimento e posterior revestimento superficial duplo
“Cerca de 77 quilometros já estão reciclados e todas as secções já estão reconstruídas. Também está a ser colocada sinalização horizontal e vertical. Serão colocados lancis para a protecção dos bordos”.
Em termos de desembolso orçamental, segundo Moisés Dzimba, tem havido alguns constrangimentos e isso por vezes tem causado algum abrandamento do decurso da obras.
Sem avançar o montante a ser desembolsado para a obra, Dzimba afirma que os prazos ainda estão dentro do tempo previsto que é de 2023 até o ano de 2028.
Circulam pela EN7 mais de mil camiões por dia, partindo porto da Beira, na província de Sofala até aos países do interior.
(AIM)
Nestor Magado (NM)/sg
