Aspecto da formação de jovens raparigas na EDM. Foto arquivo
Maputo, 02 Out (AIM) – O Ministério da Educação e Cultura (MEC) afirma que o número de instituições do ensino técnico-profissional (ETP) em Moçambique cresceu 54% nos últimos oito anos, passando de 171 em 2017 para 264 em 2025.
A informação foi partilhada esta quinta-feira (02), em Maputo, na abertura do I Encontro Nacional da Educação Profissional, pela ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, tendo sublinhado que a iniciativa constitui “um momento histórico e único que vem marcar a intenção do Governo em redefinir as estratégias e políticas para o contínuo desenvolvimento do subsistema da Educação Profissional como um todo”.
A ministra destacou que, paralelamente à expansão da rede, o número de formandos aumentou de 38.715 em 2017 para 122.213 em 2025, resultado da combinação de investimentos públicos e privados, construção e reabilitação de infra-estruturas, bem como do apetrechamento das instituições.
“Queremos enaltecer que a Reforma da Educação Profissional é fruto de uma decisão acertada do Governo em elevar os padrões de qualidade da oferta formativa, tornando o ensino técnico-profissional mais relevante no tecido social e contribuindo significativamente para o desenvolvimento económico”, afirmou.
No desenvolvimento do sector, Tovela informou que, no presente ano, foram emitidos 63.483 certificados, beneficiando 26.695 graduados. Este número representa um crescimento de quase 90% em relação a 2024. Apesar dos avanços alcançados, reconheceu desafios persistentes e apela a um debate plural e orientado para a busca de soluções.
“As discussões devem ser francas e livres de preconceitos. É meu interesse sair deste encontro com propostas de soluções exequíveis e assumidas por todos”, frisou.
À margem da cerimónia, a directora nacional adjunta de Educação Profissional, Alexandrina Novele, afirmou que o encontro marca também o início da elaboração da nova Estratégia da Educação Profissional 2026–2035, cujo objectivo é definir directrizes para todas as entidades envolvidas.
“É um instrumento que vai dar directrizes a todas as entidades fazedoras da educação profissional, desde o ensino profissional à formação profissional, incluindo a componente de empregabilidade. Serão identificadas as áreas, os indicadores e as lacunas que necessitam de maior atenção e apropriação”, explicou.
Questionada sobre se a nova estratégia resolverá os problemas de certificação, Alexandrina disse em tom perimptorio “Este não é o instrumento que vai resolver os problemas de certificação. Esses problemas estão a ser tratados à parte, através de regulamentos e instrumentos específicos e com acções concretas já em curso”.
Ainda assim, acrescentou, a estratégia servirá para clarificar o estado actual do subsistema e projectar necessidades em termos de efectivos, recursos humanos, infra-estruturas e investimentos.
Participaram no evento dirigentes centrais e provinciais do sector, parceiros de cooperação, representantes do sector produtivo, associações e instituições públicas ligadas à formação, com o propósito de avaliar os resultados da reforma, partilhar boas práticas e definir mecanismos de coordenação e financiamento que sustentem a qualidade e a empregabilidade dos formandos.
(AIM)
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