Director-Geral do Instituto Nacional de Saúde, Eduardo Samo Gudo. Foto de Carlos Júnior
Maputo, 05 Nov (AIM) – O director-geral do Instituto Nacional de Saúde (INS) Eduardo Samo Gudo, afirma que o Sistema Nacional de Saúde deveria apostar urgentemente, em soluções inovadoras que construam a resiliência e a sustentabilidade da saúde no país.
Falando hoje em Maputo, minutos antes da cerimónia de encerramento do 7º Conselho Consultivo do INS, Samo Gudo aponta como um dos principais desafios prementes no Sistema Nacional de Saúde (SNS) a exiguidade de finanças, facto que prejudica sobremaneira o funcionamento do sector.
“Não deixamos de olhar para um dos principais desafios que o sector da saúde enfrenta neste momento, que é a questão da redução do financiamento externo para a saúde; e como é que nós podemos identificar e trazer, como cientistas, soluções inovadoras que assegurem e construam a resiliência e a sustentabilidade do nosso Sistema Nacional de Saúde”, disse.
Estudos recentes mostram que Moçambique deve adoptar um sistema de financiamento equitativo, eficiente e sustentável do sector saúde, que possibilite a prestação de cuidados de saúde de qualidade a todos cidadãos.
Os estudos afirmam que o país deve planificar a política pública de saúde, de longo prazo, facto que acarreta uma priorização do sector de saúde no Orçamento do Estado, bem como alinhar os fundos externos na provisão de serviços no SNS.
A perspectiva macrofiscal para as próximas décadas prevê que se possa manter ou incrementar o ritmo de crescimento anual do investimento em saúde, de forma a permitir investimentos chave no sector.
Por isso, Samo Gudo acredita que os dois dias do 7º Conselho Consultivo do INS trouxe muitas discussões abertas cuja missão visava identificar soluções inovadoras.
“Também discutimos e aprovamos o plano operacional anual do Instituto Nacional de Saúde, para o próximo ano, que é o ano de 2026”, afirmou, um documento ainda em harmonização.
Durante os dois dias, o INS fez uma reflexão sobre o plano estratégico 2026-2035, e sua operacionalização no contexto da redução do financiamento externo, além da operacionalização da Escola de Saúde Pública, desafios e visão do futuro.
(AIM)
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