Agricultores tentam retirar o pouco que restou em suas machambas. Foto de Carlos Júnior
Maputo, 22 Jan (AIM) – As cheias e inundações registadas na província de Maputo afectaram 63.500,5 hectares de culturas diversas, comprometendo os meios de subsistência de 30.616 famílias, anunciou hoje o secretário de Estado na província, Enriques Bongece.
Segundo Bongece, para a campanha agrícola 2025/2026, a província havia planificado 237.330,3 hectares de culturas diversas. Até 20 de Janeiro corrente, tinham sido lavrados 173.202,8 hectares e semeados 171.240,9 hectares.
O governante apresentou os dados durante a exposição da situação geral dos impactos das chuvas intensas registadas no período compreendido entre 9 e 21 de Janeiro, bem como das acções de resposta em curso.
“No sector da agricultura foram inundados 63.500,5 hectares, afectando 30.616 famílias, nos distritos da Manhiça, Moamba, Matola, Magude, Matutuíne, Boane, Marracuene e Namaacha, e foram igualmente afectadas oito motobombas no distrito de Magude”, disse.
Bongece destacou ainda que “os distritos da Manhiça, Magude e Marracuene apresentam, respectivamente, 33,8 por cento, 16,4 por cento e 16 por cento da área agrícola total inundada na província, exigindo, por isso, maior atenção e acompanhamento”.
No sector agro-pecuário, o secretário de Estado referiu que foram inundados 66.726,8 hectares de pastagem, bem como infra-estruturas como currais e tanques carracicidas, deixando em risco 104.379 animais. As cheias provocaram ainda a morte de 1.899 animais, afectando um total de 5.423 criadores.
Relativamente ao sector pesqueiro, Bongece disse que foram destruídas 107 embarcações e 2.366 artes de pesca. Já na componente da aquacultura, foram afectados 17 tanques, 22 gaiolas e perderam-se 78.500 alevinos, situação que afectou 785 famílias.
O governante salientou igualmente os impactos no sector da saúde, com registo de vários casos atendidos nos centros de acolhimento e unidades sanitárias dos distritos de Boane, Magude, Manhiça, Marracuene, Matutuíne, Moamba, Namaacha e Matola.
“Foram atendidas 673 pessoas nos centros de acolhimento, incluindo casos de diarreia (34), malária (dois), febres (48), ferimentos (27), infecções das vias respiratórias superiores (172), paralisia flácida aguda (dois), sarampo (três), sarna (21) e um caso de desnutrição”, avançou.
(AIM)
Fernanda da Gama (FG) /sg
