António José Seguro, Presidente da República eleito. Foto Lusa
Lisboa, 09 Fev (AIM)- António José Seguro, no seu primeiro discurso como Presidente eleito de Portugal, começou por manifestar solidariedade para com as vítimas das três tempestades que assolaram o país em duas semanas e que provocaram graves danos materiais e humanos, bem como por exigir ao Governo da AD Coligação PSD/CDS- PP, liderado por Luís Montenegro, que os apoios aos necessitados cheguem no devido tempo – “que é já”.
O antigo Secretário-geral do Partido Socialista garantiu igualmente que não será oposição, mas sim exigência. António José Seguro toma posse a 09 de Março.
António José Seguro conquistou este domingo, na segunda volta das eleições presidenciais, 66,82 por cento dos votos, ultrapassando largamente o adversário André Ventura, que arrecadou 33,18 por cento, segundo resultados globais provisórios, e conseguindo um maior número de votos do que Mário Soares no sufrágio de 1991.
“A minha primeira palavra é de pesar pelas 15 vidas perdidas causadas pela catástrofe que nos atingiu, de condolências às suas famílias e de solidariedade total com quem ficou sem casa ou sem empresa”, declarou António José Seguro. As 15 mortes, incluindo uma cidadã moçambicana (Helda Zeca Muianga), foram registadas na sequência da passagem das depressões “Kristin”, “Leonardo” e “Marta”, que provocaram também muitas centenas de feridos (inclui moçambicanos) e desalojados.
O presidente eleito aproveitou para deixar um recado ao Governo de Luís Montenegro, prometendo que não irá aceitar burocracias no que diz respeito aos apoios anunciados para as regiões afectadas pelo mau tempo.
Seguro vincou que “a solidariedade dos portugueses foi heróica”, mas “não pode nunca substituir a responsabilidade do Estado”.
“Os 2,5 mil milhões de euros prometidos para a reconstrução têm de chegar ao terreno agora. Não aceitarei burocracias que impeçam a chegada dos apoios a quem já perdeu tanto ou mesmo tudo”, assegurou, adiantando que irá visitar as zonas afectadas para garantir que os apoios estão a chegar.
É de referir que o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, felicitou este domingo António José Seguro pela vitória na segunda volta das eleições presidenciais, assegurando que o Governo demonstrará ao presidente eleito “toda a disponibilidade” e “cooperação” no sentido de servir os portugueses.
Para além das vítimas mortais e feridos, as depressões provocaram igualmente a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte e corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias.
(AIM)
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