Porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, no briefing à imprensa
Maputo, 03 Mar (AIM) – Os 681 moçambicanos registados e residentes no Médio Oriente encontram-se em segurança, apesar da escalada de tensão militar na região, desencadeada desde sábado (28) por ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.
A garantia foi dada pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, que precisou que, do total de cidadãos registados, 300 vivem no Qatar. Destes, cerca de 80 por cento são trabalhadores da Qatar Aluminium e residem num condomínio situado a aproximadamente 40 quilómetros de uma base militar norte-americana.
Os restantes 20 por cento incluem trabalhadores da Qatar Airways, Qatar Energy, bancos comerciais e funcionários da Embaixada de Moçambique no Qatar.
Impissa, que também exerce as funções de ministro da Administração Estatal e Função Pública, falava minutos após o término da 6ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, realizada hoje em Maputo.
“Da interacção com as nossas missões diplomáticas, portanto, na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e o Estado de Qatar, bem assim o Cônsul Honorário em Tel Aviv, indicam que, por agora, todos os moçambicanos encontram-se em bem de saúde e em segurança”, afirmou.
Nos Emirados Árabes Unidos residem igualmente 300 moçambicanos, entre estudantes e trabalhadores, incluindo funcionários da Embaixada e do Consulado.
Na Arábia Saudita, estão registados cerca de 100 moçambicanos, dos quais 35 trabalham na cidade industrial de Jubail, no leste do país, enquanto outros frequentam a Universidade Islâmica de Medina.
Em Israel vivem 12 moçambicanos e no Bahrein encontra-se um estudante moçambicano, atleta de natação e bolseiro do Comité Olímpico de Moçambique.
As embaixadas moçambicanas emitiram comunicados apelando aos cidadãos nos países de acreditação para que acompanhem atentamente as informações divulgadas pelas autoridades locais, por razões de segurança.
Quanto aos moçambicanos estudantes e trabalhadores no Chipre e no Kuwait, Impissa assegurou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação continua a envidar esforços para manter contacto, incluindo com cidadãos que se encontravam em trânsito por vários pontos do globo, com escalas nos aeroportos de Doha e Dubai, actualmente com o espaço aéreo encerrado.
“Para uma mais fácil comunicação e articulação com os moçambicanos que se encontram em zonas de conflito”, acrescentou, “o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação vai disponibilizar na sua página da Internet, informação e contactos para que todos os moçambicanos que necessitem de apoio possam aceder aos contactos a serem disponibilizados”.
Desde a eclosão do conflito, após ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, o governo iraniano respondeu com contra-ataques em Israel e noutros aliados norte-americanos na região, afectando 12 países e provocando a destruição de habitações, empresas, aeroportos e infra-estruturas energéticas.
O conflito terá causado a morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, bem como de outros altos membros do governo iraniano.
(AIM)
Ac/sg
