Presidente da República, Daniel Chapo, discursa na Praça dos Heróis, por ocasião do Dia da Mulher Moçambicana
Maputo, 07 Abr (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou hoje, em Maputo, que nascer mulher não deve significar desigualdade, mas sim igualdade de direitos e oportunidades.
A posição foi expressa minutos após a deposição de uma coroa de flores na Praça dos Heróis, por ocasião do 7 de Abril, Dia da Mulher Moçambicana.
“Todos nós, como povo e como nação”, afirmou, “reafirmemos hoje um compromisso inegociável, o de construir um país em que nascer mulher jamais signifique nascer com menos direitos, menos segurança ou menos oportunidades”.
Segundo o Chefe do Estado, cada cidadã deve sentir que o país a reconhece e se compromete com a sua dignidade, enquanto as raparigas devem crescer livres de limitações impostas pelo medo, pobreza, violência ou discriminação.
Na ocasião, referiu que a celebração da data constitui um tributo que deve traduzir-se em acções concretas, com mais justiça efectiva e oportunidades reais.
O Governo, acrescentou, continua a apostar na criação de melhores condições para que mulheres e raparigas vivam com segurança, dignidade e esperança, tendo apelado ao envolvimento de todos os sectores da sociedade no reforço do empoderamento feminino.
“Como Estado, continuaremos a aprimorar a legislação para a protecção, investimento e coordenação das respostas aos assuntos da mulher”, disse, defendendo maior firmeza e celeridade nos órgãos de administração da justiça.
Destacou ainda o papel da escola na promoção de valores de igualdade e respeito entre homens e mulheres, bem como da família, enquanto núcleo de transmissão de princípios morais.
O estadista sublinhou igualmente a responsabilidade dos órgãos de comunicação social na promoção de uma cultura de igualdade.
Chapo enalteceu a presença de líderes de partidos políticos na cerimónia, considerando-a um sinal do fortalecimento da democracia, da paz, reconciliação e convivência harmoniosa entre os moçambicanos.
“A vossa presença é extremamente importante, uma demonstração clara e inequívoca do crescimento da democracia moçambicana e, sobretudo, da necessidade da paz, da reconciliação, da convivência harmoniosa entre os moçambicanos”, afirmou.
Defendeu também o papel dos líderes religiosos, comunitários e do sector privado na mobilização da consciência colectiva em prol da igualdade de direitos.
“A promoção dos direitos da mulher e da rapariga deve ser entendida como uma condição para a paz, para a unidade nacional, para a reconciliação, para a redução da pobreza, e para a construção de um Moçambique mais justo e mais desenvolvido”, afirmou.
O 7 de Abril homenageia Josina Machel, antiga combatente pela libertação nacional e defensora dos direitos da mulher, falecida nesta data em 1971, e esposa do primeiro Presidente da República, Samora Machel.
(AIM)
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