Catandica (Moçambique) 13 Mai (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou, esta terça-feira (13), que as manifestações violentas que resultaram na destruição de infra-estruturas, bens públicos e privados, centenas de mortes e milhares de feridos em Moçambique não tinham nenhuma ligação com os resultados eleitorais de 09 de Outubro último.
Chapo, que falava hoje (13), em Catandica, no distrito de Báruè, província central de Manica, explicou que pela magnitude violenta das manifestações e o seu impacto económico e social constatou-se que existiam outras intenções que não estavam relacionadas com os resultados eleitorais.
“Estamos aqui, em Báruè, para mais uma vez explicar a população de aqui e do país que Moçambique se assemelha a nossa casa onde vivemos. Quando destruímos estradas, escolas, hospitais, sistemas de abastecimentos de água, postes de energia eléctrica, quem precisará destas infra-estruturas seremos nós”, afirmou o Presidente da República.
Por isso, disse Chapo, “as manifestações violentas, criminosas e ilegais não ajudam a desenvolver o país. Esses mesmos que fizeram estas manifestações violentas hoje estão a sentir falta destes bens. Essas infra-estrutura foram colocadas para o povo. Quem destrói essas infra-estruturas, está a sabotar os bens do povo”.
O estadista moçambicano referiu que pensar diferente é bom. Porém, isso não pode construir motivo para gerar violência.
“Quando faço comparação Moçambique com a nossa casa é porque mesmo pessoas da mesma família, até gémeos ou mesmo casais, não pensam da mesma forma. Essa diferença é que faz o desenvolvimento. Traz riqueza. O facto de alguém pensar diferente não pode levar ao ódio ou violência”.
Segundo Chapo, todos os moçambicanos devem combater a violência. Disse que a violência começa nas nossas próprias casas. Depois se alastra para o bairro e outros lugares e até tornar-se generalizada.
Para evitar que isso aconteça é necessário fomentar uma cultura de paz, disse Chapo.
“A violência gera violência e o ódio também pode causar ódio. Se você semear ódio colherá ódio. Se semear violência poderá colher violência. Se você quer amor, semeia o amor”, sublinhou o presidente da República, Daniel Chapo.
Lembrou que cada moçambicano deve semear o amor, perdão, reconciliação e paz, vincando que não há desenvolvimento sem paz e segurança.
Todos os moçambicanos, de acordo com Chapo, devem contribuir para que a paz, reconciliação e a unidade nacional sejam uma realidade no país.
“Os nossos pais e avós lutaram para a independência nacional. Estes lutaram para a nossa liberdade. Sacrificaram as suas vidas para um país independente. Essa liberdade deverá ser valorizada. Portanto, a melhor forma de valorizar essa conquista é também respeitar o outro e fazer escolhas pessoais ou seja a religião que quer professar, o partido que pretende militar e até a sua forma de viver. A ditadura não pode acontecer em Moçambique, referiu.
“Para construir o nosso país, vamos pautar pelo diálogo nacional. Estamos a sentar com todos os partidos políticos para dizer que a violência ou o ódio não constroem. Apenas dialogando num ambiente de paz, perdão, amor ao próximo e segurança é que podemos erguer uma nação cada vez mais próspera. O que deveria ser é reconhecer a derrota e felicitar o vencedor”.
Daniel Capo afirmou que está em Manica para igualmente agradecer a confiança do povo nas eleições do dia 09 de Outubro do ano passado.
“Vimos agradecer a população do distrito de Báruè porque, no ano passado, realizamos as eleições gerais e a população de Báruè soube votar e votar bem. Depois da vitória não podíamos ficar sentados. Tínhamos de viajar a Manica e dizer a população de Báruè que vamos trabalhar para juntos desenvolvemos este distrito e Moçambique, em geral.
Pediu o envolvimento de todos os moçambicanos ao trabalho.
Só com o aumento da produção agrícola e outras actividades honestas, é que o país poderá conhecer o desenvolvimento.
“ Vamos trabalhar e produzir. Fazer machambas e o comércio. O importante é que cada um trabalhe e produza mais comida. Isso é que vai fazer crescer Moçambique” acrescentou Daniel Chapo.
Hoje, segundo dia de trabalho, em Catandica, sede do distrito de Báruè, Daniel Chapo, também reuniu com os líderes comunitários e jovens da província de Manica.
Amanhã, terceiro dia de trabalho na província de Manica, Chapo trabalhará nos distritos de Macossa e Mossurize.
(AIM)
Nestor Magado (NM)/sg
