Banco de Sangue do HCM. Foto arquivo
Maputo, 29 Dez (AIM) – O Serviço de Urgências do Hospital Central de Maputo (HCM), a maior unidade hospitalar do país, apela à população para doar sangue, de modo a evitar pressão sobre as reservas existentes.
A instituição dispõe actualmente de apenas 160 unidades em stock para atender às necessidades que, eventualmente, poderão surgir durante as comemorações do fim-de-ano.
O apelo foi lançado hoje, em Maputo, pelo director do Serviço de Urgências do HCM, Dino Lopes, em conferência de imprensa para fazer o balanço da assistência médica prestada nas últimas 72 horas, no âmbito das festividades do Natal.
“Nós temos, até então, 160 unidades de concentrado de glóbulos vermelhos e seus derivados. Como referi anteriormente, ter 160 unidades de concentrado não implica igual número de pacientes, uma vez que há doentes que podem necessitar de duas, três, quatro ou até mais de cinco unidades de sangue”, explicou.
Lopes reiterou o apelo à população para que se dirija ao banco de sangue do HCM. “Nos dias normais de trabalho estamos abertos das 07h30 às 17h00. Aos sábados, o atendimento decorre das 07h00 às 12h00. Aos domingos, como é habitual, procuramos locais de grandes aglomerados, como igrejas ou outros espaços onde somos convidados, para a recolha de sangue”, esclareceu.
Sobre as principais incidências, Lopes disse que pelo menos 1.570 pessoas deram entrada no HCM nas últimas 72 horas, tendo alguns serviços registado elevada pressão.
Deste número, 54 pacientes foram vítimas de acidentes de viação, enquanto os restantes deram entrada por doenças gerais, com destaque para hipertensão, entre outras patologias.
“Em relação aos acidentes de viação, registámos 54 casos, contra 60 no igual período do ano passado. Importa referir que não tivemos acidentes colectivos. As equipas estiveram preparadas para dar resposta a todas as situações e não se registaram óbitos entre os doentes vítimas de trauma. Apenas um paciente foi encaminhado para o bloco operatório”, disse.
Acrescentou que todas as portas de entrada da unidade hospitalar, nomeadamente a urgência de adultos, pediatria, ginecologia e obstetrícia, maternidade, medicina legal e clínica especial, estiveram pressionadas. “No entanto, contamos com equipas normais de trabalho e equipas de reforço, o que permitiu responder com eficácia a todos os pacientes que recorreram aos nossos serviços”, disse.
(AIM)
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