Maputo, 11 Jul (AIM) – As autoridades moçambicanas detiveram esta sexta-feira (11) o cidadão fugitivo Hussen Gulam, no Aeroporto Internacional de Maputo acusado de praticar vários crimes, particularmente fraude fiscal, branqueamento de capitais.
Uma fonte revelou a AIM que a detenção ocorreu quando Hussen Gulam acabava de desembarcar vindo de Dubai, onde se encontrava refugiado.
Gulam também é acusado de outros crimes, tais como de associação criminosa e falsificação de documentos.
Hussen Gulam é arguido no processo que corre no Gabinete Central de Combate à Criminalidade Organizada e Transaccional (GCCCOT) instituição subordinada a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Além de ter criado sociedades comerciais de fachada em Moçambique, Hussen Gulam, igualmente, usou contas bancárias das mesmas sociedades comerciais para transferir aos paraísos fiscais, milhares de dólares americanos, com alegação de compra de bens para importação que nunca deram entrada em Moçambique.
Nas suas acções, o arguido sempre contou com auxílio de despachantes aduaneiros, advogados e alguns técnicos dos bancos comerciais, na falsificação de documentos e consequente exportação de capitais.
Hussen Gulam é irmão do Norolamin Gulam, que se encontra detido nos Estados Unidos da América, por tráfico internacional de droga, também arguido no processo movido pelo GCCCOT.
Além de Hussen e Norolamin, são também arguidos outros dois irmãos, recentemente restituídos à liberdade pelo Tribunal da Cidade de Maputo.
Os acusados incluem mais de 40 cidadãos, entre eles, despachantes aduaneiros e técnicos bancários, além de um total de 62 sociedades comerciais de fachada que foram constituídas arguidas.
Tal como seus irmãos, Hussen Gulam era peça chave nas acções de branqueamento de capitais, e dos crimes cometidos, construiu impérios nas cidades de Nacala, província nortenha de Nampula, e de Maputo.
Muitos crimes foram cometidos nas duas cidades, através de empresas de fachada, criadas com o objectivo de exportação de capitais, sendo que Hussen Gulam e seus irmãos usavam terceiras pessoas, entre empregados para em seu nome constituírem empresas.
Com a sua acção, Hussen Gulam e irmãos provocaram prejuízos ao Estado moçambicano, pois sequer pagavam impostos.
Decorrente das diligências levadas a cabo pelo GCCCOT, foram apreendidos cerca de 32 imóveis, viaturas de luxo, incluindo valores monetários que estavam no domínio dos arguidos.
O arguido será presente ao juiz da instrução criminal para a legalização da prisão.
(AIM)
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