Presidente da República, Daniel Chapo, dirige comício popular em Quelimane, Província da Zambézia
Maputo, 24 Jul (AIM)- O Presidente da República, Daniel Chapo, disse hoje (24) na cidade de Quelimane, província da Zambézia, que os protestos violentos pós eleitoral causaram um prejuízo calculado em 1.5 biliões de meticais.
Os danos afectaram infra-estruturas públicas e privadas, incluindo unidades sanitárias, escolas, edifícios dos comandos distritais da Polícia da República entre outros nos distritos de Morrumbala, Namacurra e Mocubela.
“Tomamos conhecimento e vamos visitar alguns distritos, por causa das manifestações violentas, criminosas e ilegais. A província da Zambézia teve grandes prejuízos, estes prejuízos estão calculados em 1,5 biliões de meticais, esse é um grande prejuízo “, disse
Os distritos referidos ficaram quase sem Infra-estruturas públicas e privadas, secretarias distritais, mercearias, bombas de combustível, armazéns de produtos alimentares entre outros.
“Por isso, repito não podemos voltar a destruir a nossa própria casa porque amanhã podemos precisar destas coisas que estamos a destruir, aconteceu pessoas destruírem bombas de combustível e no dia seguinte acordaram e descobriram que têm dinheiro mas não têm onde abastecer a viatura porque destruíram a bomba de combustível “, disse.
Chapo, falava hoje (24) na cidade de Quelimane, província da Zambézia, no início de uma visita de trabalho de três dias.
Referiu que houve casos de indivíduos que foram queimar determinadas Infra-estruturas no dia seguinte tiveram intenção de promover outras manifestações devido a escassez de alimentos, combustível e subida de preços, resultante das manifestações violentas, criminosas e ilegais.
O governo garante estar a trabalhar no sentido de levar avante os projectos estruturantes, nomeadamente, a ponte de Mocuba, estradas que ligam os distritos da Zambézia entre outros que estavam previstos no quadro do financiamento do governo norte-americano, portanto, Millennium Challenge Account (MCA).
“Nós estamos a tomar a decisão que no próximo ano, faça sol, faça chuva, faça frio, com ou sem MCA, vamos fazer a ponte e as estradas “, disse.
Sobre o porto de Macuzi, na província da Zambézia, o governo afirma estar a trabalhar com todos intervenientes de modo arrancar com o projecto.
“Fomos nos apercebendo que há muitos interesses, o que nós fizemos foi reunir esses nossos irmãos e estamos num bom caminho, as partes todas estão a se reconciliar, como estamos a produzir conversações a qualquer altura vamos retomar o reassentamento que já estava ser levado a cabo em Macuzi, o porto de Macuzi vai desenvolver Zambézia, vai ter muito emprego para nossa juventude “, disse.
Por outro lado, o governo está dialogar com a Empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), no sentido de transformar o porto de Quelimane num porto de referência para desenvolver a província da Zambézia.
“Zambézia é uma província rica em agricultura, não é por acaso que foi o local onde viveram os prazeiros, a base fundamental era agricultura, estas nossas baixas produzem arroz, milho, todo tipo de feijões, aquilo que o mundo precisa”, disse.
O executivo moçambicano, pretende igualmente atrair investimentos, trazendo de volta a indústria da Zambézia.
Informou que aquela província é rica em recursos minerais, turísticos, por isso, que nesta visita de trabalho o Chefe do Estado Moçambicano vai escalar o distrito de Pebane e outros.
“Vamos a Pebane, vamos noutros distritos onde já havia atracão de investimentos, as pessoas já tinham começado a trabalhar, a receber o salário, por exemplo no projecto de extracção de areias pesadas, nós queremos trabalhar para que esse projecto não pare”, disse.
Ressalvou que o governo está ciente que devido a vários ciclones , tais como o Dikeledi, Chido e outros que afectaram a província da Zambézia, várias estradas que ligam os postos administrativos, localidades, distritos estão degradadas.
“Vamos trabalhar para recuperar as nossas estradas e vamos continuar a trabalhar para que agricultura, turismo, tudo aquilo que são potencialidades possam acontecer, vamos fazer a ponte de Mocuba, as estradas da Zambézia, estradas, Porto de Macuzi, a sede da Assembleia da República, cidadela parlamentar e vamos desenvolver a Zambézia “, disse.
Uma das principais mensagens levadas pelo Chefe do Estado moçambicano, à província da Zambézia é a preservação da paz e segurança para o desenvolvimento do país.
“Para que haja paz é preciso que haja harmonia, reconciliação, não haja ódio, vamos todos como moçambicanos combater discursos de ódio, violência, vamos promover a paz, o perdão e o desenvolvimento”, disse.
Acrescentou que o governo está comprometido com o desenvolvimento, por isso aprovou o Fundo de Desenvolvimento Económico Local, cujo lançamento está agendado para a próxima semana, de forma a estimular o desenvolvimento económico e apoiar as pessoas necessitadas. Para fomentar negócios, projectos de geração de emprego, renda e outros.
(AIM)
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