Trabalhador numa fábrica de tubos em Moçambique. Foto arquivo
Tete (Moçambique), 21 de Ago (AIM) – A província de Tete, no centro de Moçambique, superou, no primeiro semestre deste ano, mais da metade das metas de produção industrial projectadas para 2025, impulsionadas pelas dinâmicas positivas da indústria extractiva e de processamento de tabaco.
O sector alimentar, teve um contributo significativo para os níveis de produção industrial, facto que permitiu que o grosso da produção fosse superior a cinco mil milhões de meticais (73,8 milhões de dólares), num cenário em que as provisões para o ano de 2025 indicam para a produção de cerca de oito mil milhões de meticais.
“Em termos de produção industrial, a província está bem. Só no primeiro semestre deste ano, por exemplo, já estamos acima da metade daquilo que é a previsão para este ano”, Ofélio Jeremias, director provincial da Indústria e Comércio daquela província, que falava em entrevista à AIM.
A fonte disse que estes resultados revelam que, muito provavelmente, a província poderá superar em alta as metas previstas para este ano. Os resultados são, também, suportados pelas pequenas indústrias existentes na província e com um impacto positivo na economia daquela província.
“A indústria extractiva, definitivamente que é a que contribui em larga escala”, disse, sublinhando, contudo, que a prioridade da província é assegurar que todos sectores de actividades contribuam para a geração de receitas, de forma a garantir o contínuo desenvolvimento da província.
O director provincial da Indústria e Comércio em Tete diz ainda outro aspecto cujo impacto se reflecte na dinâmica económica da província é a questão do protocolo de paragem única que encoraja e dinamiza as trocas comerciais e transfronteiriços entre Tete e os países que fazem fronteira com aquela província, nomeadamente Zimbabwe, Zâmbia e Malawi.
A economia da província ganha outro ritmo com a recente assinatura dos acordos para a implementação da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA), que visa criar mecanismos para a promoção do comércio intra-regional e intra-continental.
Segundo o Banco Mundial, a Zona de Comércio Livre Continental Africana representa uma enorme oportunidade para os países africanos retirarem da pobreza extrema 30 milhões de pessoas e para aumentarem rendimentos de outros 68 milhões que vivem com menos de 5,50 dólares por dia.
(AIM)
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