Estudantes, profissionais de saúde, programadores e inovadores participam, em Maputo, num hackathon promovido pelo Ministério da Saúde
Maputo, 11 Abr (AIM) – Um total de 72 estudantes, profissionais de saúde, programadores e inovadores participam, em Maputo, num hackathon promovido pelo Ministério da Saúde (MISAU), com o objectivo de desenvolver soluções tecnológicas para responder aos principais desafios do sector.
A informação foi avançada pelo director nacional de Planificação e Cooperação no MISAU, José Fernandes, durante a abertura oficial do evento.
Segundo o responsável, a introdução de soluções digitais poderá acelerar o diagnóstico dos pacientes nas unidades sanitárias, bem como facilitar a emissão de receitas médicas.
“O uso da inovação tecnológica no sector da saúde tornará os serviços mais eficientes, tanto na prestação de cuidados como na sua utilização por parte da população”, afirmou.
A título de exemplo, destacou a experiência do Hospital de Mavalane, actualmente em processo de digitalização, onde o paciente passa a ter contacto directo com um sistema integrado desde a sua entrada, permitindo centralizar toda a actividade clínica.
O hackathon visa o desenvolvimento de protótipos de soluções digitais em áreas como gestão hospitalar, vigilância epidemiológica, saúde da mulher e da criança, bem como serviços de telemedicina.
De um universo de cerca de 1.900 unidades sanitárias existentes no país, o Governo prevê, numa fase piloto, abranger 63 unidades hospitalares, numa iniciativa implementada em parceria com o Banco Mundial.
“É por isso que temos 72 participantes, organizados em 12 grupos, que irão produzir estas soluções tecnológicas”, explicou.
Para o efeito, o MISAU definiu áreas prioritárias, nomeadamente a cadeia de abastecimento de medicamentos, a formação virtual de profissionais de saúde e o reforço do subsistema comunitário, envolvendo agentes polivalentes elementares.
A melhor solução tecnológica será premiada com 195 mil meticais, enquanto o segundo e terceiro lugares receberão 100 mil e 50 mil meticais, respectivamente.
Entre as propostas apresentadas, a estudante do Instituto Superior de Gestão, Nilsa Natsave, explicou que o seu grupo trabalha numa solução para apoiar comunidades e profissionais de saúde em zonas recônditas no diagnóstico de doenças de pele, como tinhas e dermatoses causadas por fungos.
Por sua vez, o estudante da Universidade Eduardo Mondlane, Liliano Ricardo Licumbe, destacou a criação de uma plataforma digital para facilitar a ligação entre dadores de sangue e pacientes.
“Os dadores próximos de cada região poderão ser notificados quando houver necessidade de sangue, permitindo uma resposta mais rápida por parte da comunidade”, explicou.
O evento enquadra-se na recente aprovação da estratégia de saúde digital pelo MISAU, visando modernizar o sistema nacional de saúde e melhorar o acesso aos serviços.
(AIM)
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