Maputo, 06 Jun (AIM) – O Instituto de Coração (ICOR) já realizou mais de três mil cirurgias cardíacas, na sua maioria crianças.
Pelo menos 90 por cento das cirurgias foram a custo zero.
Segundo a fundadora do ICOR, Beatriz Ferreira, as crianças do sul de Moçambique são as que gozam de maior facilidade de tratamento.
“As crianças do sul do país têm maior facilidade de chegar a nós. Também recebemos crianças da Beira (centro), e das províncias de Niassa, Cabo Delgado, Nampula (norte), Zambézia (centro do país) e outras províncias do país “, disse Ferreira por ocasião da celebração, sexta-feira, dos 25 anos do ICOR.
Em alguns casos, devido a falta de condições, o ICOR custeia despesas de transporte dos pacientes que não reúnem condições financeiras.
“O desafio é de que não é fácil, vocês sabem que nos Estados Unidos, uma cirurgia custa cerca de 50 mil dólares norte-americanos, na Europa cerca de 30 mil euros, nós oferecemos de graça aos nossos doentes que não tem capacidade “, disse.
O pronunciamento da fundadora do ICOR surge no quadro do vigésimo quinto aniversário da criação da instituição.
“É uma empresa grande. Hoje temos cerca de 600 trabalhadores, desde pessoal de segurança, transporte, hotelaria, áreas clínicas e administrativas. É um grande desafio “, afirmou.
O ICOR tem estado a trabalhar em parceria com o Sistema Nacional de Saúde, na formação de médicos dentro e fora do país.
“Nós treinamos médicos da Beira, estamos a formar médicos do serviço militar e do Sistema Nacional da Saúde “, disse.
Actualmente, um total de 08 (oito) médicos, incluindo 02 (dois) do Sistema Nacional de Saúde Pública, encontram-se no Brasil a beneficiar de formação em várias áreas.
Questionada sobre os equipamentos que a instituição possui para o tratamento de pacientes, a interlocutora esclareceu que o ICOR possui actualmente “a maior ressonância magnética três tesla”.
Por sua vez, o ministro da Saúde, Ussene Isse, enalteceu o contributo do ICOR para o Sistema Nacional de Saúde Pública.
“São 25 anos de uma trajectória, de um compromisso e da consolidação da cardiologia no país “, afirmou o ministro.
Sublinhou que, recentemente, o Ministério da Saúde realizou uma feira de saúde, onde constatou-se que 90 por cento dos participantes eram cardíacos.
(AIM)
MR/mz
