Maputo, 12 Mai (AIM) – O Serviço de Saúde na cidade de Maputo, apela a manutenção de resiliência e paciência por parte dos profissionais de saúde, particularmente dos enfermeiros, apesar dos desafios que a classe enfrenta incluindo sobrecarga de trabalho por conta do número reduzido de enfermeiros.
A directora do Serviço de Saúde, Paloma Maripiha, reconhece os desafios que a classe enfrenta no exercício das suas funções, porém entende que a paralisação não é o melhor caminho para resolver problemas.
“Mantenham-se resilientes, pacientes e, provavelmente, existirão outras formas de ultrapassar os desafios que enfrentam, sem necessariamente paralisar as actividades, porque no final do dia o objectivo é cuidar da população e quando as actividades são paralisadas deixamos de prover aquilo que nós juramos, aquilo que nós prometemos à nossa população”, disse Maripiha falando à jornalistas, hoje (12), em Maputo, pela ocasião do Dia Internacional do Enfermeiro.
Sobre o défice de enfermeiros nas unidades sanitárias, Maripiha disse “almejamos que nos próximos tempos tenhamos mais enfermeiros, tanto em qualidade e em qualidade para suprir a demanda”.
“Actualmente, temos um rácio de um enfermeiro para 1.724 habitantes, enquanto a Ordem dos Médicos preconizou um enfermeiro para 1.000 habitantes, então, claramente, há uma necessidade de acrescentar a qualidade e a quantidade de enfermeiros”, disse.
Esclareceu, porém, que existe o desafio da parte do governo, por conta do orçamento que é alocado à saúde. Por isso, segundo a fonte, é preciso fazer um balanço daquilo que é possível e daquilo que é o ideal.
Já o representante da Associação Nacional de Enfermeiros (ANEMO), Mocha Calos, aponta como desafios da classe a formação dos enfermeiros e expansão das instituições de formação de profissionais de saúde, bem como o respectivo enquadramento no Aparelho de Estado.
“No Aparelho do Estado, 30 por cento dos enfermeiros estão formados, mas temos 70 por cento que estão em casa por falta de espaço e outro desafio está relacionado com a expansão das unidades sanitárias.
Enfermeiros existem formados, o que falta mesmo é a expansão desses enfermeiros para essas localizações”, disse.
A dificuldade de responder à demanda foi, igualmente, secundada pela enfermeira Dulce Chulivane, afecta em uma das unidades sanitárias na cidade de Maputo e destacou o papel do enfermeiro na sociedade tendo afirmado que ser enfermeira significa tudo, significa cuidar, significa amar, significa saber estar no momento certo, significa ouvir, significa ter atenção.
“Um dos desafios é a demanda devido aos pacientes. Nós temos muitos pacientes nas nossas unidades sanitárias, então enquanto nós não conseguimos quantidade suficiente de enfermeiros para responder àquilo que é a demanda actual, então vai continuar a ser um pouco difícil para gerir aquilo que é a nossa actividade do dia-a-dia”, disse.
O Dia Internacional do Enfermeiro celebra-se a 12 de Maio. Foi criado pelo Conselho Internacional dos Enfermeiros e a data escolhida remete ao aniversário de Florence Nightingale, considerada a fundadora da enfermagem moderna.
(AIM)
SNN/sg
