Presidente da República visita exposição dos Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique
Maputo, 08 Jul (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, considera a empresa Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique a espinha dorsal da economia nacional, canal de circulação de ideias, culturas, sonhos e desenvolvimento do país.
Chapo, que falava hoje, em Maputo, durante a cerimónia alusiva aos 130 anos da fundação dos CFM, referiu que vilas e cidades moçambicanas surgiram à volta das estações ferroviárias e desenvolveram ao longo do tempo devido, em parte, graças aos serviços prestados pelos CFM.
“Muitas das nossas cidades nasceram à volta das estações ferroviárias. Muitas vilas ganharam vida graças à água, à luz, escolas e desenvolvimento do nosso país”, disse.
Há exactamente 130 anos, a 8 de Julho de 1895, era inaugurada a ligação ferroviária entre a cidade de Lourenço Marques, hoje Maputo, e o Transvaal, actual Pretória, África do Sul, e nascia, assim, a chamada “estrada do progresso”.
Era a chegada do maior comboio da Revolução Industrial em Moçambique, o comboio e o caminho-de-ferro, com as suas promessas de modernidade e transformação.
Mas, o que poderia ser apenas um empreendimento colonial, segundo Chapo, tornou-se, nas mãos e suor dos moçambicanos, do Rovuma ao Maputo e do Zumbo ao Índico, um instrumento poderoso de coesão territorial, de desenvolvimento económico, social, de criação de cidadania e de afirmação nacional.
“Por isso”, disse o Chefe do Estado, “na celebração de hoje, não comemoramos apenas uma simples data histórica, mas sim festejamos a nossa capacidade de resistir, de transformar, de sonhar e de fazer o futuro”.
Chapo concorda quando afirma que a história dos CFM confunde-se com a própria história de Moçambique.
Explicou que foram os trilhos que costuraram o país de norte ao sul, do Zumbo ao Índico, de este ao oeste, e as linhas férreas aproximaram o interior do litoral, as zonas rurais dos centros urbanos e ligaram países irmãos do hinterland, como África do Sul, Zimbabwe, Malawi, Zâmbia e Eswatini à Moçambique e, através deste, ao mundo.
Chapo acredita que os CFM têm o comboio de vida, e serão a própria revolução, por isso, Moçambique não se rendia à destruição, à vontade de viver de um povo que não desiste.
Relacionou os anos dos CFM com os 50 anos da independência nacional, tendo afirmado que a independência constitui um dos frutos dos CFM, propriedade do Estádio da Independência Nacional.
“Por isso, minhas irmãs e meus irmãos, nós comemoramos 50 anos da nossa independência, e também, hoje, o Estádio Nacional da nossa independência nacional é fruto dos CFM. Proclamamos a nossa independência nacional a 25 de Junho de 1975, símbolo de esperança, de resistência e de vida”, disse.
Durante o evento, os CFM condecorou 130 trabalhadores da empresa, que incluíam o ex-Presidente da República, Filipe Nyusi, com insígnias de reconhecimento pelo trabalho abnegado que concorreu para o crescimento dos CFM.
Participaram no evento, a Presidente da Assembleia da República de Moçambique, Margarida Talapa; Primeira-Ministra, Benvinda Levi; presidente do Conselho Constitucional, Lúcia Ribeiro; entre outros dirigentes máximos dos órgãos de soberania.
Os antigos presidentes da República, Joaquim Chissano, e Armando Guebuza também marcaram a sua presença no evento.
(AIM)
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