Professora do ensino primário em Moçambique
Maputo, 24 Fev (AIM) – O governo de Moçambique vai introduzir a disciplina de Educação Moral, Cívica e Patriótica nos subsistemas de educação geral e educação profissional do Sistema Nacional de Educação (SNE).
A introdução inclui as redes sociais, uma forma que, segundo o porta-voz do governo, Inocêncio Impissa, acredita que vai abranger maior número de cidadãos, e assim recuperar os valores morais e éticos achados perdidos e ignorados.
Impissa, que igualmente é ministro da Administração Estatal e Função Pública, falava no habitual briefing à imprensa, minutos após o fim da 5ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, acto que teve lugar hoje na capital moçambicana, Maputo.
De acordo com o porta-voz, o Conselho de Ministros ficou a saber hoje sobre o ponto de situação da elaboração dos materiais didácticos da disciplina de Educação Moral, Cívica e Patriótica “a ser introduzida, ou reintroduzida” nos subsistemas de educação geral e educação profissional do SNE.
Explicou que a introdução, ou reintrodução da disciplina está alicerçada aos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, das Nações Unidas que perduram desde 2015 até 2030; na Agenda 2063, da União Africana e na Constituição da República de Moçambique.
Impissa apontou também a lei do SNE, explicando de seguida que a disciplina visa a construção e consolidação de uma sociedade com valores morais, cívicos e patrióticos.
“A disciplina de educação moral, cívica e patriótica visa fortalecer a coesão social e a identidade nacional, formando cidadãos com valores éticos, consciência cívica e amor à pátria que precisamos de enraizar em todos os moçambicanos”, disse.
Sobre ser ou não paradoxo a integração da disciplina nas classes, Impissa fez saber que a reintrodução da disciplina tem sido requerida não só pelo governo, mas por moçambicanos, no geral, facto que se verifica durante as diferentes reuniões, comícios orientados pelo Presidente da República, Daniel Chapo.
“Não são poucas as vezes que exigem ou solicitam ao governo a tomar uma medida que ajude a resgatar de uma forma estruturada, não só pelos pais, não só através de casa e nos bairros, mas nas escolas onde as crianças ficam muito mais tempo, puderem aprender no meio das outras crianças sobre respeitar um pelo outro, sobre respeitar o bem do outro, sobre evitar ou não roubar, sobre outros comportamentos bons; então temos toda a sociedade a solicitar, então o governo está a fazer alguma coisa que já devia fazer, mas acima de tudo porque a sociedade precisa”, afirmou.
(AIM) Ac /sg
