Foto família com os recém-graduados da Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo)
Maputo, 31 Out (AIM) – A Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, desafiou hoje, em Maputo, os graduados da Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo) a usarem as suas competências técnicas e científicas para a promoção da paz e do desenvolvimento social e económico do país.
Trata-se de um total de 670 graduados, dos quais sete Doutorados (PhD) e 23 Mestrados. Do grupo, 498 são mulheres (74 por cento) e 172 são homens (26 por cento).
Segundo Tovela, o alcance destes objectivos só será possível se todos contribuírem activamente nos diferentes sectores de desenvolvimento nacional.
“Esperamos que haja consciência da vossa contribuição para a paz, da vossa contribuição para o desenvolvimento social e económico e, sobretudo, baseado no seio das comunidades”, apelou.
A ministra sublinhou que o país carece de quadros qualificados em áreas essenciais ao desenvolvimento.
“O nosso país precisa e carece de mão-de-obra. Precisamos de estradas, precisamos de mais médicos, precisamos que a nossa população tenha acesso à água, e todos nós temos que contribuir para o nosso desenvolvimento”, afirmou.
Tovela destacou que as competências alcançadas são resultado do empenho individual de cada estudante e defendeu a continuidade da aprendizagem ao longo da vida.
“O saber usar as plataformas de conhecimento, o saber investigar, coloca a cada um à frente, coloca a cada um naquilo que é o brilho académico. O que queremos é que continuem a pautar por esta aprendizagem, às vezes não formal, mas que permite consolidar a formação que têm hoje.”
A governante referiu que a graduação é fruto de esforços conjuntos dos docentes, pais e encarregados de educação, e do corpo técnico-administrativo da instituição.
“Esta graduação dignifica o esforço dos nossos docentes, o esforço dos nossos pais e encarregados de educação e o esforço de cada um dos graduados. Fortalece a nossa cultura académica e também o corpo intelectual deste país”, vincou.
Tovela manifestou a sua satisfação com o elevado número de mulheres graduadas, destacando avanços no acesso feminino à educação.
“Estamos muito felizes porque, mesmo nas zonas rurais, vamos tendo mais meninas a formarem-se a nível do ensino primário, secundário e superior, o que mostra que, efectivamente, os nossos pais e encarregados de educação estão a apostar em todas nós.”
Apesar deste progresso, reconheceu que persistem desafios, sobretudo no acesso ao ensino superior.
“Nem toda a população estudantil que conclui o ensino secundário tem acesso ao ensino superior, o que significa que nós, como sistema e como gestores, devemos fazer de tudo para que todo o cidadão tenha oportunidade.”
Sobre o emprego, Tovela admitiu limitações, mas garantiu que o Governo está a mobilizar mais mecanismos de financiamento para apoiar a inserção profissional.
“Estamos cientes das limitações do emprego. Estamos a trabalhar para que, a breve trecho, possamos desenvolver mais linhas de fundos para o acesso ao emprego. Reconhecemos que nem todos podem ser empreendedores, mas precisamos de linhas-chave de emprego para que possam contribuir desde o distrito, desde a província e, de modo geral, no país.”
Por fim, desafiou as instituições de ensino a reforçarem a formação de jovens com competências e valores necessários ao desenvolvimento nacional.
“Falamos das universidades, dos institutos superiores politécnicos e de todas as formações relevantes que possam dotar a nossa população jovem de competências, habilidades essenciais, valores e atitudes para melhor contribuírem para o desenvolvimento.”
(AIM)
SNN/sg
